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14 de junho é Greve Geral: nas ruas podemos derrotar a Reforma da Previdência

Portal contra a reforma da previdência

O tsunami em defesa da educação que levou mais de dois milhões de manifestantes às ruas em todo o país, neste dia 15 de maio, mostrou a força e a disposição de luta da classe trabalhadora e da população. As mobilizações deram um recado direto ao governo Bolsonaro: basta de cortes na Educação e Reforma da Previdência.

 De norte a sul, no dia #15M, as ruas foram ocupadas por professores, estudantes, pais de alunos, trabalhadores das mais diversas categorias, aposentados, mulheres, negros, LGBTs, indígenas e quilombolas, enfim, os mais diversos setores.

Foi gigante e a perspectiva apontada pelos manifestantes é avançar essa luta, rumo à Greve Geral de 14 de junho. , Basta de ataques à Educação, Reforma da Previdência, desemprego, enfim, dos ataques desse governo de ultradireita que desde que assumiu desencadeou uma brutal ofensiva contra os direitos do povo.

O chamado feito unitariamente por todas as centrais sindicais é que no dia 14 de junho paremos todo o país: nas fábricas, locais de trabalho e estudo, transportes, comércios, bancos e circulação de mercadorias.

Assim como a Greve Geral realizada em 28 de abril de 2017 barrou a proposta de reforma da Previdência do governo Temer, é com Greve Geral que podemos derrotar a reforma da Previdência de Bolsonaro.

Intensificar campanha e mobilização

A resistência e o repúdio à reforma é muito grande, mas o governo Bolsonaro já se mostrou disposto a usar de todas as manobras feitas por outros governos para aprovar a medida, como a compra de votos no Congresso e campanhas publicitárias baseadas em fake news, pagando a preço de ouro artistas e apresentadores milionários para defender o fim da aposentadoria dos trabalhadores brasileiros.

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Portanto, a tarefa a partir de agora é ampliar a luta contra a Reforma da Previdência, seja intensificando a campanha de esclarecimento junto aos trabalhadores e à população, seja avançando na organização e mobilização dos trabalhadores em todas as bases das categorias para construir a paralisação no dia 14 de junho.

A luta é para derrotar na íntegra o texto da PEC 06/2019 (Reforma da Previdência). Não dá para aceitar nenhum tipo de negociação para tentar “reformar” essa reforma. Não podemos cair na armadilha do governo que colocou “bodes na sala” e pode fazer pequenas alterações que não vão mudar a essência principal da reforma.

“O objetivo da reforma é impor uma idade mínima conjugada com o aumento do tempo de contribuição e a redução do valor dos benefícios. Isso vai impedir que os trabalhadores se aposentem. Não dá para aceitar que eles dificultem ainda mais o acesso à aposentadoria seja de que forma for. Além disso, o governo tenta outras alterações como a criação do sistema de capitalização e mudanças na Constituição para facilitar ataques futuros. Por isso, dizemos, a Reforma da Previdência precisa ser derrotada na íntegra”, afirma um dos dirigentes nacionais da CSP-Conlutas Luiz Carlos Prates, o Mancha.

“Essa deve ser a tarefa de todas as centrais, sindicatos e direções dos movimentos. Qualquer vacilo ou iniciativa em aceitar a redução de direitos na Previdência, como chegou a cogitar alguns deputados, como o Paulinho da Força, é uma traição à classe trabalhadora”, destacou Mancha.

O calendário de luta definido pelas centrais já apontou a continuidade da campanha de abaixo-assinado contra a reforma, a realização de assembleias nas bases de todas as categorias, plenárias de organização das entidades e movimentos, criação de comitês nos locais de trabalho, moradia e estudo, entre outras.

No próximo dia 20 de maio, as centrais sindicais se reúnem novamente para apontar outras ações do calendário de luta rumo à Greve Geral.

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