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Dia do Trabalhador: Primeiro de Maio com chuva em Aracaju

Com informações e fotos do SINTUFS

Manifestantes marcham do Augusto Franco até os Arcos da Orla de Atalaia contra a Reforma da Previdência

O termo “faça chuva ou faça sol” nunca fez tanto sentido como na primeira quarta-feira de maio, Dia do Trabalhador. Debaixo de um toró impiedoso, centenas de manifestantes organizados em centrais sindicais, sindicatos de base, movimentos de luta por moradia, por reforma agrária, coletivos de juventude, partidos políticos, mandatos parlamentares, frentes de mobilização se espremeram na Praça da Juventude do Conjunto Augusto Franco, Zona Sul de Aracaju, para denunciar a Reforma da Previdência do Governo federal, representada pela PEC 06/2019.

Sob os pingos que caiam grossos das árvores que garantem sombra e abrigo no meio da praça, sob o céu acinzentado do feriado, os manifestantes revezavam o microfone em avaliações,  chamados e outras demandas de luta por direitos e frentes de atuação. Por volta das 9 horas e 30 minutos a manifestação sairia em direção às ruas do Augusto Franco.

Andanças

 

Seguindo em direção à Avenida Canal 4, a manifestação cortou a Feira Livre do Conjunto que acontece às quartas-feiras. O sol aparecia de relance e o calor precipitava forte antes mesmo de secar os pingos da chuva que assolava a capital sergipana de cima a baixo.

“A Reforma da Previdência vai acabar com a nossa aposentadoria”, “esta PEC não mexe no bolso dos privilegiados”, “A desconstitucionalização vai abrir a porteira para mudar tudo o que eles quiserem”, “O BPC e a aposentadoria rural vai afetar a vida de milhões de trabalhadores do campo”. As falas se revezaram em um mosaico, mesmo que uníssono.

Do alto dos prédios, simpatizantes sinalizavam positivamente para a manifestação que serpenteava o Augusto Franco, as buzinas dos carros que passavam do sentido inverso seguiam a mesma toada. Ultrapassada a rótula do Farol, os manifestantes ganharam a avenida Beira Mar e seguiram tabelando entre o frescor do mangue da Maré do Apicum e os cílios do Rio Poxim.

As poças grossas denunciavam a completa ausência de permeabilidade e planejamento de escoamento em uma cidade a dois metros abaixo do nível do mar. 

Os Arcos

O carro de som dá um breve descanso ao microfone e joga uma canção de Beth Carvalho, falecida no dia anterior. “Meu olhar em festa se fez feliz”, enquanto a manifestação visualizava na ponta da avenida os Arcos da Orla de Atalaia. A brisa tapeava o calor abafado nas beiradas enquanto o carro de som fazia a volta na avenida, os manifestantes se empilhavam debaixo dos toldos, outros buscavam uma água de coco, duas cervejas e meia palma de sombra.

 

O mês de maio segue a todo vapor. Além de uma série de mobilizações contra a Reforma da previdência, da MP 873 que ataca frontalmente o financiamento dos sindicatos, dos ataques no orçamento da educação pública, dentre uma série de medidas draconianas. Para o dia 15 de maio está prevista uma grande paralisação nacional, e 14 de junho está prevista a preparação de uma grande Greve Geral pra parar o país. Junho há de chegar com força, a vida clama.

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